Copom analisou cenários relativos a aumento do mínimo
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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2000
Por Gustavo Freire 
Brasília, 24 (AE)- A ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do último dia 16, divugada há pouco pelo Banco Central, informa que foram analisados vários cenários levando em conta a possibilidade de aumento do salário mínimo. De acordo com o documento, as fontes de pressão inflacionária continuarão a ser as mesmas já levadas em conta na primeira reunião do Copom este ano, em janeiro. Dentre essas fontes de pressão inflacionária são citadas a possibilidade de elevação dos juros norte-americano e um provável aumento médio de 9,2% das tarifas públicas em 2000. Pelo lado positivo, é apontado o cumprimento da meta de superávit primário para o setor público este ano, de R$ 36,7 bilhões. A ata do Copom também salienta a neutralidade do setor agrícola como fator de pressão inflacionária neste ano.
Petróleo - O Copom também analisou cenários alternativos com a possibilidade de um aumento maior no preço do petróleo e do risco Brasil. Por esse cenário, o Copom chegou à conclusão de que a probabilidade de cumprimento das metas inflacionárias é menor do que no "cenário central" utilizado pelo Copom, que leva em conta apenas a trajetória de variação do preço do petróleo e do risco Brasil, já contemplado na reunião anterior. Levando em conta as premissas do "cenário central", o Copom concluiu que a manutenção da taxa de juros no nível atual permite o cumprimento das metas para 2000 e 2001.


