Copesul vai investir até US$ 5 milhões para vender gasolina
Copesul vai investir até US$ 5 milhões para vender gasolina17/Mar, 20:15 Por Viviane Mottin São Paulo, 17 (AE) - A Central Petroquímica do Sul (Copesul), de Triunfo (RS), vai investir de US$ 3 milhões a US$ 5 milhões em logística de armazenamento, escoamento e controle de qualidade para vender gasolina às distrbuidoras já a partir do segundo semestre. Ontem (16), o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), David Zylbersztajn, informou que irá publicar na próxima semana uma portaria autorizando as centrais petroquímicas do País (Copesul, Copene e PqU) a colocar a gasolina diretamente no mercado, ao invés de devolvê-la às refinarias da Petrobras - procedimento válido atualmente. "Hoje, a preocupação da Copesul é ser autorizada a produzir combustível. Queremos a habilitação para a produção", afirmou agora à tarde o executivo responsável pela área comercial da Copesul, Bruno Albuquerque Piovesan. Ele garante que a Copesul não vai atuar como distribuidora, somente como refinaria, fornecendo o combustível ao atacado. É no atacado, formado pelas distribuidoras, que serão misturados os 25% de álcool a gasolina A, do tipo mais pura, vendida pela central petroquímica. Com isso, a Copesul terá renda maior do que se devolvesse a gasolina à refinaria como se fosse nafta - insumo petroquímico de preço inferior ao do combustível. Piovesan não soube quantificar o lucro que a central terá a partir da liberação da venda da gasolina. Hoje, diz ele, 25% dos 1,7 milhão de metros cúbicos da gasolina consumida anualmente no Rio Grande do Sul, é oriunda da Copesul. A Copesul, central de matérias-primas do pólo petroquímico de Triunfo, tem capacidade instalada para a produção de 5 milhões de metros cúbicos de nafta, por ano. Desse total, calcula Piovesan, 400 mil metros cúbicos saem na forma de gasolina, depois de separado o insumo dos solventes. O solvente resulta da purificação total da gasolina, do refinamento do produto. "Para as centrais, mais vale vender solventes, porque têm maior valor agregado", observa o executivo. Fontes do setor petrolífero indicam, porém, que se a intenção do governo é acabar com o derrame de combustíveis fraudados no mercado, a partir da liberação da venda da gasolina pelas centrais, a questão não será resolvida. O problema de dimensionar a quantidade de solventes que realmente vai para os segmentos de tintas, vernizes e tiner, e qual é destinada a fraudar a gasolina, por exemplo, não foi resolvido, até hoje, nem pela ANP nem pelas centrais. A medida, portanto, não seria válida nesse sentido, pois o controle e fiscalização do destino dos solventes não foi anunciado pela ANP. A Petroquímica União (PqU) e a Central Petroquímica do Nordeste (Copene) foram consultadas, mas não informaram sobre seus planos até o final da tarde hoje. Estima-se, no setor químico, que as três centrais possuem capacidade para a produção de 27 mil barris de gasolina por dia, o que represntaria 8% do consumo do combustível no País. A produção das três juntas será maior do que o resultado da refinaria de Manguinhos (Repsol/YPF e Grupo Peixoto de Castro (RJ) e da Petróleos Ipiranga (RS), únicas empresas privadas do setor de refino no País. As outras onze pertencem à Petrobras, que detém 98% do mercado brasileiro.





