Porto Alegre, 27 (AE)- A Copesul considera que continua podendo reivindicar direitos iguais aos do Grupo Ultra, apesar da negativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para empréstimo destinado à compra do controle da Companhia Petroquímica do Nordeste (Copene). Copesul e Ultra estão interessados no negócio, mas só o segundo conseguiu formar com o BNDES uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). "A Copesul entende que continua podendo reivindicar direitos iguais", declarou hoje o assessor de comunicação social da empresa, José Vieira da Cunha.
"A empresa avalia que, se há dinheiro público envolvido, deve haver o mesmo tratamento", acrescentou, referindo-se ao fato de a SPE permitir ao Ultra receber empréstimo do banco. A negativa do BNDES foi comunicada verbalmente à empresa pelo ministro do Desenvolvimento Industrial, Alcides Tápias, na sexta-feira. "Se o BNDES mantiver a posição, a Copesul irá ao mercado buscar os recursos necessários", complementou Vieira da Cunha. Isso será feito quando forem conhecidos os ativos que serão postos à venda - eles ainda não estão definidos. Depois disso, "a Copesul analisa a situação e decide como irá proceder", informou o assessor da companhia. Vieira da Cunha afirmou que não será difícil para a Copesul encontrar parceiros para este empreendimento.

mockup