Copesul tem lucro de R$ 58 milhões no primeiro semestre
Por Sérgio Bueno
Porto Alegre, 30 (AE) - A Copesul, central de matérias-primas do Pólo Petroquímico de Triunfo, teve um lucro líquido de R$ 58,772 milhões no primeiro semestre deste ano. O resultado é praticamente igual aos R$ 58,842 apurados em igual período de 1998 e proporcionou uma rentabilidade de 6,7% sobre o patrimônio líquido de R$ 869,593 em 30 de julho, informou hoje o diretor financeiro da companhia, Régis Lemos de Abreu.
A receita líquida da empresa alcançou R$ 391 milhões nos seis primeiros meses, 4% acima dos R$ 374 milhões registrados entre janeiro e junho do ano passado. As despesas financeiras líquidas, decorrentes dos empréstimos nacionais e internacionais para as obras de aumento da produção, porém, cresceram de R$ 3 milhões para R$ 18 milhões no período e impediram que o lucro seguisse o mesmo ritmo da expansão da recita.
As despesas financeiras, entretanto, são pequenas diante do tamanho do investimento realizado pela Copesul para ampliar de 685 mil para 1,135 milhão de toneladas sua produção anual de eteno, a principal matéria-prima da central. A nova unidade, que entrou em operação este mês, exigiu aportes de US$ 680 milhões, financiados pelo BNDES, International Finance Corporation (IFC) e Citibank.
Segundo Lemos de Abreu, a estratégia da empresa no primeiro semestre foi a de "proteger" o seu caixa e o seu passivo, além de garantir a consolidação do projeto de expansão, utilizando-se para isso da conta do imobilizado. Em janeiro a Copesul tinha um passivo desprotegido em dólar equivalente a cerca de US$ 400 milhões, mas os reflexos da desvalorização cambial feita naquele mês e também do aumento das taxas de juros foram lançados no imobilizado, preservando-se a conta de resultados.
De acordo com o diretor, os níveis de produção da empresa mantiveram-se estáveis no primeiro semestre. O custo da nafta, utilizada pela Copesul para a produção das olefinas e dos aromáticos fornecidos à petroquímicas de segunda geração, produtoras de resinas termoplásticas, também permaneceu praticamente inalterado. Para o segundo semestre, além do aumento da produção, Lemos de Abreu espera pela menos a manutenção dos preços das matérias-primas comercializadas pela empresa. "O setor petroquímico responde muito rapidamente às variações do PIB do país e por enquanto é muito cedo para garantir a recuperação da economia brasileira", comentou.





