Curitiba- O concurso da Companhia Paranaense de Energia (Copel), cujas provas estão marcadas para o próximo dia 12, deve ser acompanhado de normas de segurança para evitar fraudes.
Segundo o professor Erasmo Gruginski, assessor do núcleo de concursos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), responsável pelas provas, a Polícia Federal e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), deverão apoiar a universidade para detectar possíveis tentativas de burlar as normas de segurança.
O professor Gruginski disse que há meios de monitorar o tráfego de mensagens eletrônicas e mesmo identificar pessoas com aparelhos eletrônicos, equipamentos proibidos no ambiente de provas. Mas não deu pistas das estratégias que serão adotadas no concurso. ''Estamos sempre acompanhando a concorrência'', ironizou ao se referir a fraudadores de concursos públicos e vestibulares.
Segundo Gruginski, as tentativas de burlar as provas não se restringem aos concursos públicos. No vestibular da UPFR do ano passado, foram detectados vestibulandos tentando ligações em celulares nos banheiros. Os aparelhos deveriam estar desligados e expostos sobre a carteira. Os vestibulandos flagrados foram eliminados, conforme o professor.
Segundo o Departamento de Polícia Civil do Distrito Federal, a máfia dos concursos, cujos integrantes estão presos em Brasília, agia no Paraná. Depoimentos colhidos de Hélio Ortiz, suspeito como líder da quadrilha, confirmam que o concurso da Copel realizado em 2003 foi fraudado por meio da venda de gabaritos. A quadrilha inscrevia professores nas provas e estes repassavam os gabaritos para quem se dispunha a efetuar o pagamento.
A Copel informou, por meio de sua assessoria, que sempre terceiriza os concursos abertos na empresa para instituições especializadas e idôneas como universidades, que assumem desde a inscrição dos candidatos até a classificação. ''Se houve fraude no concurso anterior e se a polícia apresentar provas consistentes dessa ocorrência, a empresa adotará as medidas cabíveis como demissão por justa casa, independente da ação criminal, que essas pessoas terão que responder''.
O concurso para preenchimento de vagas aos cargos de nível superior, técnico de nível médio e funções operacionais e administrativas, recebeu a inscrição de 51.538 candidatos. São concorrentes oriundos de 19 estados que disputarão 299 vagas.

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