Copel pede prazo para acordo
Emerson Cervi
De Curitiba
Os manifestantes da região sudoeste, que exigem a ampliação do programa de indenizações da Copel por prejuízos causados pelo alagamento da represa da hidrelétrica de Salto Caxias, resolveram continuar em Curitiba. Até o início da noite de ontem eles não tinham conseguido um acordo com o presidente da Copel, Ingo Hubert, a respeito do cronograma de pagamentos. Decidimos ficar em Curitiba até o meio-dia de amanhã (hoje) sem tomar nenhuma medida radical, disse Rubem Miguel Foletto, que participa da manifestação.
Foi marcada para o meio-dia de hoje uma assembléia geral dos 300 manifestantes. Se não houve uma resposta da Copel até o final da manhã eles decidem novas formas de manifestação. Por telefone, o presidente Ingo nos pediu paciência porque ele não tinha concluído os estudos necessários para a legalização das indenizações, afirmou Foletto.
Na segunda-feira comerciantes de seis municípios da região de Salto Caxias montaram barracas em frente ao prédio central da Copel. Eles levantaram o acampamento na terça-feira, quando Ingo Hubert começou a negociar as novas indenizações. A primeira reunião foi na noite de terça-feira.
Ontem de manhã, durante assinatura do protocolo de intenções para instalação de termoelétricas no Paraná, Hubert disse que a Copel só indenizará os comerciantes que puderem comprovar os prejuízos. É muito difícil provar com dados fiscais as perdas, mas o movimento no meu consultório, por exemplo, caiu 30% depois do alagamento, afirmou Rubem Foletto, que é dentista em Nova Prata do Iguaçu. De 10 mil habitantes, o município passou a ter 8,5 mil.
Pelo cronograma inicial da Copel, só seriam indenizados os comerciantes que estivessem a até 1,5 mil metros da margem do lago. Empresários da região garantem que os prejuízos vão além desta faixa. Ontem, prefeitos de cinco municípios estiveram em Curitiba.





