O racionamento de energia elétrica no Paraná, por causa da destruição da torre em Nova Tebas, dependerá do mercado consumidor. Para que não haja cortes no fornecimento, a Copel espera uma redução de 100 megawatts ao dia no consumo em todo o Estado, quantidade que corresponde a necessidade de abastecimento para metade da Região Oeste do Paraná.
A gerente do Centro de Operação do Sistema da Copel, Christina Courtouke dos Santos, explica que para atingir a diminuição do consumo, a empresa está mantendo contato com as indústrias solicitando que os maquinários não sejam usados plenamente no horário de pico, que vai das 18 às 20 horas. Neste intervalo, o fornecimento de energia da Copel chega a 2.900 megawatts. O mesmo apelo é feito à população, que não deve utilizar chuveiros, aparelhos de ar-condicionado e eletrodomésticos no mesmo horário.
A assessoria de imprensa da Volvo, em Curitiba, disse ontem que a empresa ainda não havia recebido nenhum comunicado da Copel e continuava operando normalmente. Também a Furukawa Industrial, também em Curitiba, não havia recebido solicitação para redução no consumo.
Para compensar a redução de 5% no fornecimento de energia provocado pelo problema, a Copel está trabalhando com outras gerações. Além de estar atuando com suas usinas a pleno vapor, a empresa dispõem de energia de nove usinas térmicas, utilizadas normalmente em situações de emergência. A Copel também irá comprar energia da Argentina.
Se houver necessidade, o corte seletivo será definido pelo Centro Nacional de Operação da Eletrobrás, que monitara a carga do sistema em todo o Brasil. Nesta caso, a Copel colocaria em prática seu plano de racionamento, que atinge 6%. A medida prevê corte em regiões diferentes de cada cidade. A previsão da Copel é que a torre seja recuperada na quinta-feira, permitindo a normalização do sistema.
Das 18 turbinas da Usina Hidrelétrica de Itaipu, quatro estão desativadas e cinco estão operando com baixa carga durante o dia, para garantir o funcionamento normal nos horários de pico que vão das 18h às 21 horas. As cinco unidades do circuito de 60 hertz que operam com carga reduzida, estão gerando durante o dia 2,5 mil megawatts, para que a noite possam operar com capacidade total que é de 3,4 mil megawatts.
Somando essa produção aos outros 6,1 mil megawatts das nove unidades de 50 hertz, a usina está produzindo nos horários de pico 9 mil megawatts. Normalmente, a produção da hidrelétrica é de 10,5 mil a 10,9 mil. Com a redução, de cerca de 1,5 mil megawatts, energia suficiente para abastecer duas cidades do porte de Curitiba está deixando de ser produzida.
Das quatro turbinas desativadas, três estão em manutenção e uma turbina está integrada ao sistema de conveniência operativa, que permite que ela seja colocada em funcionamento a qualquer momento. Como parte da energia produzida pela Itaipu não pode ser gerada para a torre de transmissão que foi atingida pela bomba em Nova Tebas, essa energia está sendo revertida para Foz. Cerca de 30% da energia elétrica distribuída pela Copel, aproximadamente 15 megawatts, está deixando de ser enviada para a cidade pela Copel porque a própria usina está enviando.

mockup