A Copel negou ontem que o Reservatório do Capivari, afluente do Rio Ribeira, seja responsável pela enchente na região. ‘‘Ao contrário, o reservatório serve para reduzir um pouco o nível das inundações no Vale do Ribeira’’, disse o engenheiro Laertes Munhoz da Cunha, responsável pelo setor de hidráulica dos reservatórios da Copel.
‘‘Durante as fortes chuvas a vazão do Capivari chegou a 180 metros cúbicos por segundo às 7 horas de domingo, sendo que para o Ribeira foram enviados 150 metros cúbicos por segundo’’, informou. ‘‘Se não existisse o reservatório, o Ribeira iria receber os 180 metros cúbicos por segundo, o que agravaria ainda mais as cheias na região’’, disse.
Os outros 30 metros cúbicos por segundo foram destinados a geração de energia. A capacidade máxima de geração de energia elétrica da usina é de 40 metros cúbicos por segundo.
A água utilizada na geração é lançada por um túnel de 14 quilômetros, com um desnível de 780 metros, até o município de Antonina, no litoral paranaense, e de lá é despejada no Rio Cachoeira, que vai desaguar no Oceano Atlântico.
Às 13 horas de ontem, a vazão no Capivari havia caído para 70 metros cúbicos por segundo. Desse volume, 35 metros cúbicos cúbicos estavam indo para o Ribeira e os outros 35 metros cúbicos por segundo se destinavam a usina.(AE)

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