Paulo Pegoraro
De Cascavel
A Copel forneceu ontem, em Cascavel, explicações técnicas sobre a fissura que surgiu na barragem da hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu. Uma primeira informação indicava que a fissura tinha 1,5 milímetro, mas ela tem 5 milímetros, atingindo um bloco de concreto com 40 metros de largura.
A Copel garante que a fissura não é incomum neste tipo de obra e não afeta a segurança da barragem. A vazão de água, que já chegou a 600 litros por minuto, foi reduzida para pouco mais de 220 litros. Segundo o engenheiro Jorge Mussi, a barragem, com 1.083 metros de largura por 67 metros de altura, é formada por blocos separados por juntas que permitem ao material ‘‘trabalhar’’, de acordo com variações da temperatura externa e no interior da massa de concreto.
O bloco atingido foi construído em ritmo intenso e no verão do ano passado, quando a temperatura no interior da massa chegou a 47 graus Celsius, condições ‘‘desfavoráveis’’ para este tipo de obra. A Copel está injetando cimento na fissura, mas ela só poderá ser inteiramente contida no próximo inverno, quando atingirá sua abertura máxima. A barragem represa 3,5 bilhões de metros cúbicos de água, acumuladas em um reservatório com 131 quilômetros quadrados de superfície.

mockup