Copel fará estudo de impacto ambiental em reserva indígena
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de maio de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A Copel vai promover um estudo de impacto ambiental na reserva indígena Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra (78 km ao sul de Cornélio Procópio). O objetivo é detectar se a linha de transmissão de energia elétrica, que está dentro da reserva e que foi construída há cerca de 30 anos, causou algum prejuízo aos índios. A decisão foi tomada ontem em reunião entre representantes da Copel, dos indígenas, Ministério Público e Fundação Nacional do Índio (Funai). Há cerca de 10 dias, os caingangues ameaçaram queimar três das 14 torres de transmissão de energia elétrica.
A reserva já havia sido indenizada pela Copel em 1987, quando a empresa obteve permissão da comunidade para construção da linha. No entanto, os índios argumentavam que, na época, o processo não envolveu todos os membros da tribo. O valor pago na época foi de 1 milhão e 787 mil cruzados, o equivalente hoje a cerca de R$ 11,9 mil (sem juros ou correção monetária). A reserva teve direito a indenização, segundo a Copel, porque a linha de transmissão, com 10,1 mil metros de extensão, restringe o uso da área. Não é permitido construir ou plantar árvores de alto porte dentro da faixa de segurança de 22 metros.
A reunião de ontem também determinou que até o término do estudo de impacto ambiental, prazo de 120 dias, os índios não vão pagar energia elétrica. Depois que o estudo estiver concluído, os representantes voltam a se reunir para definir valores de uma possível indenização.


