As fortes chuvas que caíram quinta-feira passada sobre Curitiba deixaram cerca de 30% da cidade sem energia elétrica. Vinte e cinco alimentadores elétricos ficaram danificados e das 15h50 até as 20 horas daquele dia cerca de 150 mil pessoas sofreram com a falta de eletricidade. As centrais de atendimento da Copel não deram conta das chamadas concentradas em tão pouco tempo. Depois das 20 horas, o fornecimento estava restabelecido.
A Copel justifica a demora no atendimento devido à excepcionalidade da situação, pois em apenas um dia choveu o equivalente à média pluviométrica de 19 dias. ‘‘A empresa tem realizado investimentos em distribuição urbana de energia elétrica que são cinco vezes maiores do que no passado, e dispõe de tecnologia que amplia seu tradicional padrão de qualidade. Entretanto, é preciso compreender as dificuldades que existem em casos excepcionais como os recentes temporais na Capital’’, justifica Mário Roberto Bertoni, diretor de distribuição da Copel.


Solução é rede
compacta, que está
sendo implantada
em Curitiba


Bertoni ressalta que a arborização de Curitiba, que lhe dá fama internacional por seu padrão ecológico, traz alguns problemas durante tempestades: ‘‘É preciso levar em conta que 98% da rede elétrica é área e o contato de folhas e galhos com cabos de alta tensão, de 13.800 volts, provoca desligamentos na rede. A solução é a rede compacta, onde os cabos de alta tensão são isolados e sustentados por cabos de aço que aumentam a sua resistência. Toda a rede elétrica de Maringá já utiliza esta tecnologia, e em Curitiba a substituição está em andamento, em parceria com a Prefeitura’’.
Enquanto a substituição não for concluída, equipes da Copel farão trabalho intensivo durante os temporais. Mário Bertoni também pede paciência à população, quando ocorrerem novos temporais, para a dificuldade de chamar o número 196. No dia 9 houve mais de 200 mil chamadas e com esse volume o congestionamento da linha é inevitável.

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