Curitiba - A Companhia Paranaense de Energia (Copel) e a Eletrosul, empresa privada de energia que atua na região Sul, foram as vencedoras do leilão A-5 de energia realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Elas obtiveram o direito de construir e operar a Usina Hidrelétrica Mauá, no Rio Tibagi, entre Telêmaco Borba e Ortigueira.
A inclusão do empreendimento no leilão ocorreu após uma decisão tomada durante o plantão noturno do Tribunal Regional Federal da 4 região (TRF), em Porto Alegre. A União conseguiu derrubar uma liminar obtida pela Ministério Público (MP) federal, que impedia a inclusão da usina no leilão. As obras devem começar em meados do ano que vem.
A decisão de retirar a usina do leilão foi da 1 Vara Federal de Londrina, que concedeu uma liminar no último dia 4 e outra no último domingo. A alegação do MP é de que há irregularidades no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pela empresa CNEC Engenharia e aprovado pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP). Além disso, o MP argumenta que a competência para realizar o EIA é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) porque existem terras indígenas no local onde está prevista a obra.
Apesar da pendência judicial, o presidente da Copel, Rubens Ghilardi, acredita que o processo de construção não será interrompido por outras decisões nesta esfera. ''O risco existe, mas hoje estamos tranquilos. É evidente que não vamos fazer uma usina para prejudicar o meio ambiente, já que nós dependemos do Rio. A construção será, inclusive, mais cara para atender diversas exigências ambientais'', afirmou Ghilardi.
A usina terá potência de 361 megawatts, suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 1 milhão de habitantes, e custará em torno de R$ 950 milhões.
Para obter o direito de construir e operar a usina o consórcio Copel-Eletrosul ofereceu no leilão R$ 113,15 por megawatt/hora. É por esse valor que o consórcio vai vender a energia depois do empreendimento pronto.
A Copel possui 51% do empreendimento e o restante é da Eletrosul. A previsão é que a usina entre em funcionamento em 2011. Em outro leilão, realizado ontem também pela Aneel, a Copel obteve o direito de vender a energia produzida pela Usina de Mauá. Ghilardi explicou que, agora, as duas empresas vão providenciar as licenças ambientais definitivas. O EIA é uma licença prévia.

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