Copel diz que não há dívida
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segunda-feira, 19 de maio de 2003
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A indenização, segundo a advogada Josiane Maria de Oliveira Branco, da Copel, foi paga em 1987, quando a empresa obteve permissão da comunidade indígena para construção da linha. ''Na época foi pago 1 milhão e 787 mil cruzados e tudo foi feito com a assistência da Funai'', disse a advogada. A linha liga duas subestações, de Figueira e Apucarana, e na verdade já estava construída desde 1967.
A comunidade teve direito a indenização porque a linha de transmissão, com 10,1 mil metros de extensão, restringe o uso da área. Não é permitido construir ou plantar árvores de alto porte dentro da faixa de segurança de 22 metros. Pastagens e plantações baixas são permitidas.
Em abril de 2001, segundo a advogada, a Copel fez uma recapacitação da linha. Pouco depois, os índios pediram uma reavaliação da indenização. ''Eles acharam que estava sendo construído mais alguma coisa, mas era só manutenção e isso foi explicado. Não há mais o que pagar'', afirmou.
Na última sexta-feira, deveria ter ocorrido corte de energia em algumas casas da reserva por falta de pagamento. A informação é de um funcionário que preferiu não se identificar. Segundo ele, o corte não ocorreu porque os índios alegaram que é a Copel quem deve para eles a indenização pela construção da linha de transmissão.


