Copel avalia ações social em cúpula mundial
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quarta-feira, 30 de junho de 2004
Reportagem Local 
Pelas ações sociais desenvolvidas no Estado, a Copel se mantém em sintonia com as principais organizações empresariais em relação ao conceito de práticas corporativas e de empresa-cidadã. Essa foi a conclusão a que chegou o presidente da estatal, Paulo Pimentel, ao final dos trabalhos da reunião de cúpula do Pacto Global realizada na quinta-feira em Nova York, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU).
Ao lado de dirigentes de empresas e entidades do mundo todo que já aderiram ao Pacto Global, Pimentel participou das avaliações dos primeiros quatro anos do movimento e das discussões visando a definição de estratégias para o futuro. ''O desejo do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que idealizou e lidera o movimento, é ver o Pacto Global traduzido em realidade vigorosamente e no menor prazo possível'', relatou Pimentel.
O encontro de cúpula do Pacto Global das Nações Unidas reuniu líderes e executivos de 400 corporações e organizações de diversos países. Além do presidente, a Copel foi representada também pelo diretor de gestão corporativa, Gilberto Griebeler, que coordena as ações de responsabilidade social da companhia.
Ao avaliar a trajetória do movimento, o secretário-geral Kofi Annan advertiu que ninguém deve se acomodar aos progressos conquistados. ''Nós, integrantes do Pacto Global, atuamos como parceiros para enfrentar e dar solução a desafios comuns, transformando nossas diferenças e tensões em ações estratégicas construtivas''. E completou: ''Vocês têm mostrado que, mesmo em tempos de incertezas e medo, empresas, trabalhadores, sociedade civil e governos podem transpor barreiras e concretizar medidas visando ao bem comum. No entanto, nossa jornada está apenas começando''.
Annan saudou com entusiasmo o aval do mercado financeiro internacional, que em escala cada vez maior está recompensando as boas práticas corporativas. Ao definir as estratégias futuras do Pacto Global, ele recomendou a aproximação entre os diversos agentes sociais. O diplomata estabeleceu que, em um ano, seus assessores diretos entrem em contato com as 700 corporações e entidades que já aderiram com a missão de recolher impressões e sugestões que ajudem a estruturar e orientar as ações do Pacto Global no futuro.
Durante as atividades, o presidente da Copel pôde conhecer em detalhes trabalhos de outros países com foco na inclusão social e na redução das desigualdades. ''Parece que a humanidade finalmente começa a perceber que não pode haver nenhuma forma harmoniosa de convívio se o progresso não for para todos'', disse Pimentel.
O presidente da Copel mencionou as iniciativas implementadas na área da energia elétrica pelo governador Roberto Requião como ''exemplos de boas práticas administrativas'' em favor da inclusão social e promoção da cidadania. ''Não há como negar o caráter solidário de um programa como o Luz Fraterna, que beneficia mais de 230 mil famílias paranaenses de baixa renda, franqueando-lhes o consumo mensal de 100 kWh de energia para que tenham um mínimo de conforto e segurança em casa'', afirmou o presidente da estatal.
O Pacto Global é uma iniciativa da ONU para mobilizar em escala mundial as empresas e demais agentes para o desenvolvimento de ações que contribuam para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável, com melhores condições e oportunidades de crescimento para todos os povos.


