A Companhia Paranaense de Energia (Copel) aposta no investimento de fontes alternativas de produção de energia para evitar o desabastecimento a médio prazo. Hoje, quase 100% da energia consumida do País vêm de usinas hidrelétricas. Investir em termoelétricas ou na energia eólica (vento) pode ser a solução para remediar a possível falta de luz, como a que ocorreu na semana passada.
A Copel tem em funcionamento três usinas termoelétricas e planeja investir na construção de outras unidades. Um estudo de viabilidade econômica está sendo feito no Litoral para a implantação de uma termoelétrica movida a carvão. A Copel planeja investir R$ 3,2 bilhões para evitar o desabastecimento, até 2.002.
Hoje, a Copel é superavitária em energia. A companhia tem uma capacidade de produção de 3,3 mil megawatts. O consumo no Estado é de 2,8 mil megawatts. O excedente é jogado no sistema e absorvido em outras regiões. Com a entrada em funcionamento da usina de Salto Caxias, prevista para fim de 1998, haverá um incremento de 37% na capacidade energética. Mas apenas Caxias não garante o fornecimento de energia a longo prazo.
Mesmo tendo produção suficiente de energia, os paranaenses não estão livres de blecautes. Na quinta-feira faltaram 6 mil megawatts, o que representa a metade da capacidade da usina de Itaipu. A Telebrás foi obrigada a pedir que cada concessionária retirasse uma determinada carga do sistema para evitar um prejuízo maior. No caso da Copel, foram retirados 345 megawatts na quinta-feira e 350 na sexta-feira.
O assistente da Coordenadoria de Relação com o Mercado de Capitais da Copel, Paulo Henrique de Almeida, alerta para a necessidade de o País retomar o investimento em energia o mais rápido possível, além de promover uma campanha para evitar o desperdício.

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