Cope vai reforçar investigação
A Secretaria Estadual da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) emitiu uma nota afirmando que o secretário Wagner Mesquita determinou "empenho máximo e rigor das equipes policiais civis e militares na apuração dos casos ocorridos em Londrina e região". De acordo com a nota, equipes do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) foram enviadas para Londrina para reforçar o efetivo de investigação. O comando geral da Polícia Militar de Londrina faria uma coletiva de imprensa na tarde de ontem para dar mais informações sobre os casos.
Os investigadores da 10ª Subdivisão Policial (SDP) também estão levantando as informações sobres os crimes e coletando imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na investigação. "A Polícia Civil está trabalhando intensamente nas investigações para dar uma resposta à população", diz a nota.
Estão circulando nas redes sociais mensagens de áudio e de texto com ameaças contra policiais militares e civis. As mensagens seriam da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A Secretaria de Segurança Pública informou que não tem conhecimento do conteúdo destas mensagens.
O presidente da Associação dos Praças do Estado do Paraná (Apra-PR), Orélio Fontana Neto, disse que a entidade está cobrado uma reposta rápida do governo sobre as mortes e atentados contra policiais. "Os policiais estão vivendo uma intranquilidade no serviço e essa tensão tem que ser diminuída. É preciso investigar a morte do PM e também das vítimas dessa chacina que aconteceu em Londrina", cobrou Fontana Neto.
Segundo ele, a entidade recebeu denúncias de ameaças contra os policias. "As denúncias são claras de que o crime organizado está agindo e mostra que os policias estão sendo monitorados. É preciso medidas enérgicas por parte do governo", comentou. A diretoria da Apra-PR vai solicitar uma reunião com a Sesp para discutir a situação dos PMs. (A.M.P.)





