Cope vai investigar crime contra PMs
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quarta-feira, 28 de julho de 2004
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O delegado do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), Messias da Rosa, foi designado para auxiliar nas investigações da tentativa de assassinato de dois sargentos do Grupo Águia, grupamento de elite da Polícia Militar (PM), que atua principalmente em casos envolvendo roubo de cargas no interior do Paraná. Os sargentos Tadeu Fornazari e Maurício Kosa estavam fazendo um levantamento da Fazenda Bom Jesus, em Bituna das Campinas, distrito de Fernandes Pinheiro (145 km ao norte de União da Vitória), quando foram baleados numa possível emboscada. A suspeita é de que eles teriam sido confundidos com um dos fazendeiros que disputam a terra, o empresário Armando Lirane, ouvido ontem pelo delegado do Cope.
Os policiais teriam recebido um pedido pessoal de Lirane para verificar a presença de segurança armada na propriedade, que teria sido contratada pelo também fazendeiro que disputa a terra, o piauiense João Antônio Gronenberger Pires. Os dois apresentam provas de que compraram a área de João Malanski, investigado pelo Grupo Águia por suspeita de participação em crimes na região dos Campos Gerais. As terras foram arrendadas por Pires para outras duas pessoas, que estão produzindo na fazenda. Já foram ouvidas sete pessoas no inquérito policial: os dois arrendatários da fazenda, dois suspeitos da emboscada, duas testemunhas, o comandante local da PM e Armando Lirane.
A Polícia Civil acredita ter elementos para pedir a prisão preventiva dos acusados hoje. Os nomes dos responsáveis pela tocaia não são sendo divulgados por questão de segurança e para evitar a fuga antecipada. Os policiais foram baleados quando saíam do carro particular de Lirane, emprestado para a verificação do local. Kosa foi atingido com cinco tiros e está internado em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Irati, porque teve o intestino perfurado. Fornazari foi atingido no braço e está fora de perigo.


