Copa do Mundo feminina já vendeu 400 mil ingressos
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quarta-feira, 16 de junho de 1999
Por BRIAN TRUSDELL, da Associated Press 
Nova York, 17 (AE-AP) - Os organizadores da Copa do Mundo feminina já venderam mais de 400 mil ingressos, ultrapassando suas previsões para o certame que começa em menos de um mês. Mas
ao contrário do que acontece com a Copa masculina, o Campeonato Mundial Feminino da Fifa - como ele é oficialmente chamado - depende quase que exclusivamente dos torcedores americanos, informou hoje (17) a presidente do certame, Marla Messing.
Mais de 62 mil ingressos foram vendidos para a abertura do campeonato em East Rutherford (Estado de New Jersey), no Giants Stadium - usado na Copa de 1994 - que terá as partidas EUA vs Dinamarca e Brasil vs México. Messing disse que, em média, são vendidos 23 mil ingressos para dois jogos sucessivos e 16 mil para as partidas de que os EUA não participam.
Ao contrário da Copa do Mundo, no certame deste ano - que vai de 19 de junho a 10 de julho em sete diferentes estádios nos EUA - todos os jogos (exceto as semifinais) são duplos e sucessivos, significando dizer que o campeonato de 32 partidas terá disputas em 17 dias. Messing disse que seu pessoal previu a princípio a venda de 386 mil ingressos, mas revisou o número para 475, e ela pessoalmente acha que 500 mil são mais que viáveis. Em meados de abril, os organizadores informaram que haviam vendido 325 mil ingressos.
"Temos a impressão de que 95% das vendas são feitas para os americanos", disse Messing, que ocupou o terceiro lugar na hierarquia dos executivos da Copa de 1994. "A Copa masculina, em que os torcedores planejam tirar férias por volta do Campeonato Mundial, não é igual à Copa do Mundo feminina. As pessoas compram ingressos porque querem fazer parte desta experiência no Campeonato Mundial (de mulheres)." Setenta e quatro países já fecharam acordos para transmitir os jogos do certame, de que participarão 16 países. A maior parte dos esforços de marketing da Copa do Mundo Feminina tem em mira principalmente o mercado americano de futebol, mas no último mês
e também para a final - que será no Rose Bowl, em Passadena (Califórnia), palco da final de 1994 -, a mensagem publicitária visa um público mais genérico.
"Estamos criando uma aura, que é essencialmente futebolística, mas queremos que as pessoas sintam que estão num grande acontecimento internacional, que são testemunhas oculares da história", disse Messing. "Achamos que nos cabe fazer com que o evento não se limite à comunidade do futebol."


