Rio, 23 (AE) - A coordenadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Maria Inês Fini, disse hoje que o fato de as universidades paulistas - USP, Unicamp e Unesp - resolverem adotar o resultado do exame como um elemento a mais no processo de seleção de novos alunos "acrescenta um dado significativo". "O grande mérito do Enem é trazer dúvidas para a certeza que o vestibular se tornou". Este ano, 25 instituições, públicas e privadas, anunciaram que vão aceitar os resultados do Enem, disse ela.
Maria Inês Pini se reuniu, na tarde de hoje, com o secretário de Estado de Educação do Rio, Hésio Cordeiro. Ela considera uma vitória a adesão de 25 instituições à prova criada pelo Ministério da Educação (MEC). "As universidades são morosas, tudo tem que passar por muitas avaliações internas", analisou. "E, dentro deste contexto, não podemos esquecer que as instituições públicas são mais burocratizadas".
Por isso, disse, o reconhecimento das universidades públicas de São Paulo é um indicativo de que há boa assimilação do processo. A coordenadora do Enem afirmou que não é possível fazer uma estimativa do número de pessoas que vão participar da prova, marcada para o dia 29 de agosto. "Como o exame é voluntário, é difícil fazer uma previsão de inscritos", observou, informando que no Brasil há 1,5 milhão de alunos que cursam a 3ª série do ensino médio. As inscrições para o Enem terminam sexta-feira.
Maria Inês fez questão de deixar claro que, antes de mais nada, o Enem funciona como um sinalizador de um perfil "desejado para o ensino médio" e que não é o responsável pelo questionamento ao vestibular. "A Lei de Diretrizes e Bases é que decretou a morte do vestibular", comentou. Para ela, o Enem é um tipo de avaliação bem diferente do que é realizado para ingresso nas universidades. "O que importa, para nós, é a capacidade que o aluno tem de transformar informação em conhecimento", observou, dizendo que, de uma forma geral, o desempenho dos estudantes no primeiro exame foi ruim. Rio - Como forma de cooptar mais gente para a prova, o governo do Estado do Rio está pagando 50% da taxa de inscrição, que é de R$ 20,00, o que totalizará R$ 300 mil. Na prova passada, a gestão Marcello Alencar combinou que iria pagar todo o exame, mas acabou deixando a dívida de R$ 620mil. Hésio Cordeiro, porém
promete quitar este débito até o final do ano. A expectativa do governo é que cerca de 30 a 40 mil alunos façam a prova em agosto.

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