Coordenador do MST pede perdão à família de vítima
Depois de atropelar e não prestar socorro a uma aposentada de 71 anos, o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Brasília, Gilberto Portes, explicou ontem, chorando e emocionado, as circunstâncias do acidente em que matou Marieta Gontijo Barcelos numa faixa de pedestre da quadra 605 sul. O acidente ocorreu no último dia 30 e Portes foi indiciado por homicídio culposo, mas liberado após pagar fiança de R$ 280,00.
Emocionado e com a voz embargada, Portes leu uma carta, durante entrevista coletiva, no Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, na qual pede perdão aos familiares da vítima, à sua própria família, e aos seus companheiros de MST. Na sua versão, Portes afirma não ter enxergado Marieta e garante que retornou ao local do acidente instantes após ao atropelamento, mas a vítima já havia sido levada ao Hospital de Base de Brasília, onde morreu em consequência de tramatismo craniano.
Asseguro que não enxerguei a vítima. Estava completamente transtornado, fiquei desnorteado com o ocorrido e, quando voltei ao local do acidente, era tarde demais, afirma Portes, na carta. Ele colocou-se à disposição da Justiça para prestação de serviços no atendimento de vítimas de trânsito. Gilberto Portes esclareceu que não estava dando entrevista na condição de integrante do MST. Estou aqui como Gilberto.
O advogado Josué Pinheiro de Mendoça, que defende Portes, acusou a polícia de precipitação ao afirmar que seu cliente fugiu do local após atropelar Marieta Gontijo. Segundo o advogado, Portes voltou ao local instantes após ao acidente, mas a vítima já havia sido retirada.Vamos provar na Justiça que não houve fuga. (A.E)





