O coor­de­na­dor da Li­ber­tad, Moa­cir Man­sur Ma­ru, afir­mou on­tem que não foi sur­preen­di­do pe­la de­ci­são do Mi­nis­té­rio Pú­bli­co de pe­dir a in­ter­di­ção da clí­ni­ca. ‘‘A per­se­gui­ção não é de ho­je. O pro­mo­tor não co­nhe­ce na­da de re­cu­pe­ra­ção. As ale­ga­ções de­le fo­ram en­ci­ma de lau­dos de um re­si­den­te que os pró­prios fa­mi­lia­res di­zem que ba­te­ram ­nele’’, ar­gu­men­tou.
  Pa­ra ele, as de­nún­cias con­tra a en­ti­da­de são in­fun­da­das e fei­tas por pes­soas que es­tão usan­do dro­gas. Com re­la­ção ao su­pos­to im­pe­di­men­to de que os in­ter­nos ­saiam da clí­ni­ca a qual­quer mo­men­to, o coor­de­na­dor ale­gou que quan­do o pro­mo­tor Pau­lo Ta­va­res es­te­ve no lo­cal, na Zo­na Les­te, ‘‘con­vi­dou 130 pa­ra ­irem em­bo­ra, mas só ­três fo­ram.’’ ‘‘En­tão, ­qual pri­são é ­esta’’, al­fi­ne­tou. ‘‘Tu­do o que ele tem são su­po­si­ções de pes­soas em re­caí­das no uso de dro­gas ou de ­álcool’’, acres­cen­tou.
  O coor­de­na­dor afir­mou es­tar preo­cu­pa­do com o des­ti­no de ­quem re­ce­be aten­di­men­to ho­je. ‘‘São 125 al­mas que que­rem re­cu­pe­ra­ção. ­Mais de 500 fa­mi­lia­res ­envolvidos’’, aler­tou. In­for­mou ain­da que a en­ti­da­de é de­fi­ci­tá­ria e que es­tá fa­zen­do rea­de­qua­ções fí­si­cas no pré­dio, se­guin­do orien­ta­ção da Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria. A en­ti­da­de fun­cio­na em ­três en­de­re­ços: uma chá­ca­ra no Jar­dim Ma­ra­bá, uma ca­sa de ­apoio na Rua Ma­to Gros­so e ou­tra na Ro­do­via Má­bio Gon­çal­ves Pa­lha­no. (F.R.F.)

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