Cooprelon aluga barracão precário
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terça-feira, 27 de março de 2012
Danilo Marconi <br> <br> Reportagem Local 
Londrina - A Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon) fechou contrato emergencial e alugou dois barracões na Zona Leste. Os acordos foram firmados há menos de dez dias e são válidos por três meses.
A Cooprelon é uma das três cooperativas que mantêm contrato com o município de Londrina. A entidade recolhe lixo em mais de 90 mil imóveis. Anteriormente, ocupava um imóvel de forma irregular em Cambé (Norte), uma vez que não realizava serviço de coleta e sequer possuía alvará de funcionamento no município. A administração municipal cambeense determinou a desocupação imediata do barracão localizado no Jardim Silvino, às margens da PR-445. Em protesto, recicladores fecharam a rodovia no último dia 15.
O barracão estava abarrotado com 30 toneladas de materiais recicláveis; um terço foi transferido para Londrina. ''Eles alegaram que não tinham como tirar de uma vez. Estamos monitorando, medindo a sequência do serviço. Vamos dar prazo, mas se eles não tiverem cumprindo com o dever promoveremos a interdição'', alertou o prefeito João Pavinato (PSDB). ''Acho que em 20 dias a gente limpa tudo'', ressaltou o membro do conselho fiscal da Cooprelon, Odair Rodrigues.
Um dos barracões alugados fica na Vila Yara (Zona Leste), vizinho ao pátio do Detran. O terreno tem pouco mais de 4 mil metros quadrados, o pátio ainda é de terra batida, e boa parte do barracão está sem cobertura, deixando materiais expostos ao tempo e criando ambiente propício para proliferação do mosquito transmissor da dengue (apenas uma pequena porção do lixo estava coberta com lona).
''Veja onde vim parar. Tenho que brigar por cobertura, ampliação do pátio, melhorias para poder garantir a continuidade do serviço. É duro não ter condições (dignas) para trabalhar'', criticou o catador.
Rodrigues não revelou o valor do contrato. A FOLHA apurou que outra empresa chegou a oferecer R$ 6.930 por mês, mas não conseguiu alugar o imóvel. O valor é ressarcido pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).
O diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozzino, afirmou que a cooperativa foi notificada por conta dos problemas no barracão da Vila Yara. ''A Cooprelon foi oficiada por deixar o material descoberto. Caso as providências não sejam tomadas, a cooperativa será multada'', disse.
O outro imóvel alugado pela cooperativa fica no Parque das Indústrias Leves (Zona Leste). A metragem e o valor do aluguel não foram revelados pelo cooperado. A Cooprelon promete comprar duas esteiras para auxiliar o serviço dos catadores, em substituição às antigas mesas de reciclagem. ''A esteira traz mais rendimento, aumenta a produção porque deixa o serviço mais rápido. O pessoal não perde tempo catando material e fica só segregando'', concluiu Rodrigues.


