Cooperativas já desenvolvem estratégias
Na bacia Alto Iguaçu, que abrange uma região eminentemente urbana no entorno de Curitiba, o setor do agronegócio ainda não foi impactado pela cobrança pelo uso da água. Com a finalização dos planos hídricos das outras bacias do Estado, porém, a tendência é que empresas e produtores sejam envolvidos na discussão. "Estabelecemos fóruns para a discussão do uso dos recursos para nos anteciparmos", revela o engenheiro agrônomo Sílvio Krinski, coordenador de Meio Ambiente da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar).
Segundo ele, o preço da água vai ser estabelecido pelo volume captado e pela qualidade do que é devolvido aos efluentes, por isso, a entidade já está desenvolvendo estratégias para melhorar o uso que o setor faz da água e, desta forma, reduzir os custos no futuro. "Não vamos ficar esperando acontecer, já estamos estudando novas tecnologias", conta.
O agrônomo destaca que a racionalização é um processo sem volta. "Quem não racionalizar vai ter mais impactos. Neste processo, não queremos ser parte do problema, mas sim das soluções", defende.(C.A.)





