Londrina – A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) dividiu entre a Cooper Região e a Cooper Oeste a coleta seletiva do lixo dos 55 mil domicílios que eram de responsabilidade da Coocepeve. O contrato da Coocepeve venceu na quarta-feira e não foi renovado. A CMTU alegou irregularidades para não fazer um novo acordo.
Com a nova distribuição, a Cooper Oeste fará a coleta em 106.151 residências e receberá R$ 344.656,52 por mês pelo serviço. Já a Cooper Região ficará responsável pelo recolhimento em 103.540 domicílios e passa a receber R$ 309.281,35 mensais. Os contratos são válidos por 180 dias.
De acordo com a CMTU, ambas as cooperativas se comprometeram a receber os catadores que trabalhavam na Coocepeve. Com isso, pelo menos 445 coletores devem atuar na coleta seletiva em Londrina.
Segundo o presidente da Cooper Região, Zaqueo Vieira, a cooperativa havia se colocado à disposição do município para assumir toda a coleta seletiva e por isso está preparada para dar conta da nova demanda. "Com certeza temos condições de assumir este número de domicílios. Aqui sempre trabalhamos de forma séria, respeitando os direitos e cobrando os deveres dos cooperados", afirmou. A Cooper Região tem hoje 238 coletores e cinco barracões. "Acredito que podemos agregar pelo menos mais uns 25 recicladores", frisou.
A Cooper Oeste já foi procurada por integrantes da Coocepeve. "Eles já conhecem o nosso regimento interno e apresentaram os documentos. Não vai haver problema para a inclusão deles", garantiu a presidente da cooperativa Nilza de Brito. A Cooper Oeste tem hoje 90 catadores distribuídos em quatro barracões. "A ideia é dobrar este número de coletores e alugar mais dois barracões."
Em relação às denúncias de irregularidades apontadas pela CMTU sobre o trabalho da Coocepeve, a presidente Sandra Araújo Barroso disse que todas as notificações foram respondidas pelo cooperativa. "Não se pode condenar alguém antes de se provar e é isso que vou fazer", frisou.
Sandra ressaltou que pretende cumprir o seu mandato à frente da entidade. "Tenho mandato até o final do ano e quem vai decidir a minha permanência ou não é a maioria", alfinetou.
A reportagem tentou contato com o diretor de Operações da CMTU, Gilmar Domingues, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Varrição
Os 27 funcionários da Ebepec, responsáveis pela varrição nas ruas do Centro de Londrina, voltaram ao trabalho ontem. Os varredores fizeram uma paralisação de dois dias por conta do atraso nos salários. Ontem, a CMTU fez o pagamento diretamente aos trabalhadores. O valor será descontado do repasse que o município irá fazer à empresa no dia 20.
Como contrato com a Ebepec vence no sábado, de acordo o Sindicato do Empregados em Empresas de Asseio e Conservação de Londrina (Siemaco), a rescisão dos funcionários será feita no dia 23.

mockup