Cooperativas apontam prejuízos

De Curitiba

A retenção de cargas perecíveis nas praças de pedágio causou preocupação às cooperativas paranaenses. A situação mais grave ocorreu em Cascavel, onde a Coopavel (Cooperativa Agropecuária de Cascavel) ficou impedida de transportar ovos fertilizados para os aviários. Um atraso nessa programação pode comprometer os contratos de exportação. Outra preocupação era com o atraso nos embarques de soja no Porto de Paranaguá. ‘‘Os prejuízos serão debitados nas contas das cooperativas’’, disse o presidente da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), João Paulo Koslovski.
O presidente afirmou que as cooperativas não aceitam o aumento dos pedágios, ‘‘mas também não podem concordar com o impedimento do tráfego de caminhões com produtos perecíveis, agropecuários e ração animal’’. Segundo ele, duas medidas provocam prejuízos diretos às cooperativas. Uma delas é a elevação do pedágio e a outra é decorrente da paralisação do tráfego de caminhões.
A manifestação dos caminhoneiros reduziu o movimento de caminhões para Paranaguá. Uma média de 600 a 800 caminhões carregados de soja que se dirigem ao porto nessa época. No primeiro dia de bloqueio nos pedágios desceram apenas 270 veículos. Ontem, a informação era de que apenas 25 caminhões conseguiram chegar no litoral.
A assessoria do Porto de Paranaguá informou que não houve dificuldades no embarque de soja. O porto está com um estoque de 220 mil toneladas de soja em grão e o próximo embarque está previsto para o dia 1º de abril. Além disso, está descendo uma média de 100 vagões com soja por dia, cada um com capacidade para 40 toneladas, equivalente à carga de um caminhão. (Vânia Casado)

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