Londrina - A novela da coleta do lixo reciclável em Londrina parece não terminar. A Coocepeve, cooperativa que foi fundada por coletores de lixo da cidade, reclama que está passando dificuldades, pois não estaria recebendo volume suficiente de lixo reciclável para realizar a separação e a comercialização.
''A nossa renda vem da comercialização desse material e se não recebemos nada não há como garantir nosso sustento'', reclamou Marco Aurélio Freitas da Silva, integrante da Coocepeve. Ele relata que ficou uma semana sem material para realizar a separação, mas que já vem sofrendo com a irregularidade na entrega do lixo reciclável há tempos.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) encaminhou ontem três caminhões carregados para que os integrantes da Coocepeve pudessem realizar a separação. O material reciclável é resultado da coleta em mutirões realizados no fim de semana. Ainda assim, a quantidade ainda ''é insuficiente para atender às necessidades da cooperativa''. ''Eu e os meus colegas dependemos desse material para comer, para pagar as nossas despesas'', destacou.
Freitas diz que os membros da cooperativa não podem nem recolher o material de porta em porta, pois há seis meses deixaram de receber as sacarias para fazer o trabalho de coleta. Segundo a CMTU, a situação será normalizada na segunda-feira, quando a Ecosystem assumir o serviço.

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