Convulsão determinada pela genética
Já a febre com convulsão tem que ter acompanhamento médico. Isto porque, alerta o pediatra Maurilio de Oliveira, a convulsão pode ser o sinal para uma doença mais séria, como a meningite.
A convulsão febril, explica o pediatra, é benigna e só ocorre em crianças suscetíveis, o que é determinado por sua carga genética. E mesmo com propensão, a convulsão só ocorre em crianças com idade entre seis meses e seis anos, e no primeiro dia do quadro febril.
Ao contrário do que se pensa, a ocorrência de uma convulsão não depende do grau de temperatura que a febre atinge, mas da subida brusca de temperatura. A crise, segundo Oliveira, dura em média três minutos.
Ele explica que nesse período é importante proteger a criança para que ela não se machuque e mantê-la numa posição que permita que ela respire. ''É raro acontecer asfixia por causa da convulsão. Nós temos um mecanismo de defesa em que a glote se fecha quando entra alguma coisa'', ressalta.
A indicação de anticonvulsivos, explica, vai depender da análise do médico. ''É importante que o pediatra sempre encaminhe para um neurologista''.(C.P.)





