Convênio provocou polêmica
São Paulo, 28 (AE) - O convênio entre o Exército e a Prefeitura de São Paulo para a construção do Colégio Militar no Ibirapuera, fixado em 1996, causou muita polêmica. O projeto tinha um custo estimado em R$ 120 milhäes a R$ 150 milhäes. O Exército entraria com o terreno, apoio técnico e pedagógico e a Prefeitura, com o dinheiro.
A polêmica surgida pelo alto custo da obra levou o Tribunal de Contas do Município (TCM) a vetar o acordo e o próprio Exército a pedir a suspensão do convênio. Uma nova concorrência, com valor de R$ 42,8 milhäes, foi aberta e novamente cancelada. Apesar de o projeto ter sido engavetado, o convênio nunca foi rompido.
Parque - O terreno de 120 mil metros quadrados que o Exército dispäe para as construçäes fazia parte do projeto original do Parque do Ibirapuera, que tinha 3 milhäes de metros quadrados, quase o dobro do seu tamanho atual.
A indefinição sobre o uso do terreno do Exército na Rua Tutóia já começa a despertar polêmica. "Eu reincorporaria a área ao parque", sugere o consultor imobiliário Luis Antônio Pompéia, da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp). Para ele, até do ponto de vista estratégico a construção das residências para os oficiais é questionável. "Com todo o comando reunido num só ponto, eles ficariam vulneráveis."
Para o general Joélcio de Campos Silveira, comandante da 2.ª Região Militar, não existe possibilidade de a área voltar a fazer parte do parque. Ele discorda de Pompéia. "Nós normalmente moramos em vilas militares porque facilita a segurança", observa.





