Imagem ilustrativa da imagem Convênio prevê aporte de R$55 milhões no SUS em hospitais de Cambé, Rolândia e Ibiporã

Os prefeitos das cidades de Cambé, Rolândia e Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina) assinaram um convênio ontem com o governo do estado que irá aportar R$ 55,4 milhões para custeio das três unidades para atendimentos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) ao longo de cinco anos de contrato, o que representa quase R$ 1 milhão por mês.

Com o novo acordo, cada hospital passará a ter um novo contrato com a Sesa, com ampliação do volume de recursos. O repasse mensal para a Santa Casa de Cambé subirá de R$ 723 mil para R$ 1,010 milhão, incremento de R$ 17,2 milhões em 60 meses. O custeio do Hospital São Rafael, de Rolândia, aumentará dos atuais R$ 593 mil por mês para R$ 902 mil, incremento de R$ 18,5 milhões. Já o Hospital Cristo Rei, de Ibiporã, terá convênio ampliado de R$ 692 mil para R$ 856 mil mensalmente – apoio de R$ 9,8 milhões por igual período. Juntos, os complexos são referência para atendimento de 397 mil pessoas.

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| Foto: Gustavo Carneiro-5/02/2020

Os três centros médicos integram a 17ª Regional de Saúde de Londrina e estavam há muitos anos sob intervenção, ou seja, sob modalidade jurídica que permitia o recurso de custeio livre (subvenção) como forma de mantê-los abertos. A partir do novo status, o convênio será transformado em produção via SUS pela oferta de serviços. A mudança garante a melhoria da assistência na região e também a boa governança aos hospitais, segundo o secretário estadual de saúde Beto Preto. "O dinheiro da subvenção não será mais de livre utilização. É um recurso colocado no contrato com metas que devem retornar em serviços, que podem ser em cirurgias eletivas, em atendimentos ambulatoriais ou em exames complementares. As unidades estão moderadamente saneadas, mas requer trabalho de gestão na ponta dos dedos," ressaltou.

O secretario de saúde informou que com o novo convênio os três hospitais passam a ser cobrados por metas por serviços prestados. "São hospitais que vinham de intervenção há cinco e seis anos. Por esses novos contratos, as unidades terão em mãos valores significativos. Vamos ampliar metas, atendimentos aos usuários do SUS e principalmente no sentido de manter esses hospitais abertos que servem como filtro de serviços de toda a região de Londrina, como hospitais que prestam serviços de atendimento secundário."

Participaram do evento em Curitiba junto com o governador do Paraná, os prefeito de Cambé, Conrado Scheller (DEM); de Ibiporã, José Maria Ferreira (PSD), e de Rolândia, Ailton Maistro (PSL) e deputados da região e os gestores. “A estratégia do Estado para a saúde é descentralizar o atendimento, fazer com que a saúde esteja cada vez mais perto das pessoas. E a assinatura desses novos contratos é mais um passo dado para avançar com esse planejamento, o que permite desafogar cidades maiores como Curitiba, Londrina e Cascavel”, ressaltou o governador Ratinho Junior.

TRANSIÇÃO

A Santa Casa de Cambé, por exemplo, possui 78 leitos, sendo 10 de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), maternidade e seis salas cirurgias voltados a atender 97% de pacientes do SUS. A microrregião é responsável por atendimento de 136 mil pacientes de Cambé, Prado Ferreira, Florestópolis, Miraselva e Bela Vista do Paraíso. Segundo a interventora da unidade, Tatiana Müller, o novo aporte vai garantir um novo fôlego financeiro à unidade. "O recurso vai servir para controlar um déficit que se arrastava há anos." Segundo ela, no ápice da pandemia, o hospital de Cambé chegou a fechar um mês com deficit de R$ 700 mil. O hospital tem no seu escopo ainda atendimento de urgência e emergência de traumas com plantão de obstétrico, clínica geral, ortopedia, cirurgia geral, vascular, além de equipe de anestesistas.

A Santa Casa de Cambé está em intervenção do Judiciário desde 2012, por iniciativa do Ministério Público. O processo final deverá ser concluído no dia 4 de fevereiro de 2022. Neste ínterim, a atual gestão precisou cumprir várias etapas de planejamento de estrutura e montou um novo conselho diretor e fiscal. Ao final do processo, os interventores passarão a ser superintendentes dessas entidades filantrópicas.

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