Convênio Petrobras-Ibama vai garantir 15,4 milhões para Baía de Guanabara
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domingo, 20 de fevereiro de 2000
Por Sandra Sato 
Brasília, 21 (AE) - A presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marília Marreco, anunciou hoje que até o fim da semana deverá assinar com a Petrobras convênio para o repasse de R$ 15,4 milhões para a revitalizar a Baía da Guanabara, RJ. Com isso a estatal totaliza os R$ 51 milhões de multa inicialmente previstos - a Petrobras obteve 30% de desconto.
O desastre ecológico aconteceu no dia 18 de janeiro, quando um duto da Refinaria de Duque de Caxias (Reduc) se rompeu
provocando o vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo no local. Segundo Marília Marreco, metade do dinheiro do convênio e o da multa de R$ 35 milhões já paga pela Petrobrás será gasta com os resíduos sólidos. Ela informa que o aterro de Gramacho, onde se deposita o lixo no Rio de Janeiro, "já está com os dias contados". No máximo em dois anos, prevê, esse aterro não comportará mais lixo.
Municípios - Depois de reunir-se hoje com o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, para definir a aplicação do dinheiro, a presidente do Ibama disse que boa parte dos recursos da multa e do convênio voltarão para os 15 municípios da Baía de Guanabara.
Uma parcela dos recursos, afirmou, será utilizada no monitoramento das aves silvestres e dos manguezais no Rio de Janeiro. Uma outra parte será gasta com a estruturação de órgãos ambientais para reforçá-los institucionalmente e prepará-los para agir mais rapidamente na eventualidade de um novo risco de acidente ambiental da proporção do que ocorreu com o óleo da Petrobrás.
A presidente do Ibama não aceita a crítica de que houve demora na liberação dos recursos para recuperar a baía. Ela diz que foram tomadas as providências emergencias, na época do acidente. Agora, segundo ela, "é melhor se ter um bom planejamento do que fazer a coisa apressada". Ela afirma que a Petrobras arcará com a recuperação das áreas atingidas e que as ações do Ibama são complementares.


