Londrina - Quem procura a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema) em Londrina para pedir o corte de uma árvore precisa entrar para uma fila com aproximadamente 3 mil pedidos. Com o objetivo de diminuir essa espera, que no momento chega a anos, a Sema firmou convênio com a Companhia Paranaense de Energia (Copel).
De acordo com o secretário municipal do Meio Ambiente, Gilmar Domingues, a Sema espera cortar 1,5 mil árvores em um ano. As primeiras 20 devem ser erradicadas hoje, conforme ele. Se os servidores da Sema trabalharem todos os dias da semana, precisarão cortar 4 árvores a cada 24 horas para cumprir a expectativa de Domingues.
Mesmo assim faltarão aproximadamente 1,5 mil árvores ainda com pedidos de corte já feitos, além dos novos requerimentos que devem surgir. Para suprir essa deficiência, Domingues afirmou que a Sema pretende terceirizar o serviço de corte de árvores e pagar essa terceirização com a renda que será adquirida através do convênio com a Copel.
O contrato com a Copel prevê que a erradicação de cada uma das 1,5 mil árvores próximas a linhas de baixo tensão custará R$ 85,22. A Copel deve doar duas mudas com aproximadamente dois metros de altura, próprias para plantio em áreas urbanas. O valor total será de R$ 127 mil, conforme Domingues. ''Em contrapartida, cabe à Sema efetuar o serviço com seus 22 funcionários e plantar uma árvore ao lado da erradicada'', explicou.
Conforme o secretário, será respeitada a fila de solicitações existente desde 2008. No entanto apenas os casos que estão próximos a linhas de tensão. Os outros, que estão na lista de espera mas distante de linhas de tensão, precisarão ''esperar mais um pouco''.
Domingues explicou que serão erradicadas somente as árvores que apresentarem um laudo técnico. ''Tudo será feito respeitando as leis ambientais. As galhadas das árvores serão levadas para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR). Já a madeira retirada vai para um depósito específico da Sema. O valor total arrecadado pelo município será destinado para investimentos do próprio setor. A reportagem buscou contato com a Copel, que informou por meio de assessoria que ninguém da regional daria entrevista sobre o assunto, mas que o objetivo é diminuir quedas de energia e substituir parte das árvores da cidade por espécies de pequeno e médio porte.

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