Convênio garante compra de equipamentos para universidades
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quarta-feira, 29 de dezembro de 1999
Por Hugo Marques 
Brasília, 29 (AE) - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, assinou hoje o primeiro de uma série de convênios que somam R$ 490 milhões para a compra de equipamentos e laboratórios para 52 instituições de ensino superior do País. A compra fazem parte de um conjunto de medidas na área de ciência e tecnologia que o presidente Fernando Henrique Cardoso lança em fevereiro, com novas políticas para os setor.
O ministro disse que essa é a maior compra de equipamentos científicos que já houve no País. O convênio assinado hoje é de R$ 30 milhões é vai financiar uma parcela dos equipamentos que começam a chegar ao País no início do ano. Serão comprados cerca de 60 mil objetos, em sua maioria eletrônicos, para equipar as universidades. Tudo será distribuído de acordo com cota pré-estabelecida pelas próprias instituições, com base no número de estudantes e escolha de equipamentos determinados.
A relação de equipamentos inclui centrífugas, microscópios, tomógrafos computadorizados, aparelhos de ressonância magnética, balanças e aparelhos de sensoriamento remoto (GPS), utilizados na medição de grandes áreas, com a ajuda de satélites. Dois terços dos equipamentos serão utilizados diretamente nos laboratórios dos departamentos e o terço restante vai para os hospitais universitários.
Segundo o diretor do Departamento de Projetos Especiais de Modernização do Ensino Superio do MEC, Tuiskon Dick, os novos equipamentos permitirão a atualização curricular e a ampliação das vagas nas universidades.
Paulo Renato preferiu não antecipar as medidas que o presidente Fernando Henrique vai anunciar, mas afirmou que todas serão lançadas de forma conjunta pelos ministérios da Educação e de Ciência e Tecnologia. Segundo uma autoridade do MEC, o governo quer mais entrosamento entre universidades e indústrias.
Dentro de 60 dias o governo espera assinar todos os convênios, distribuídos em 50 licitações. O governo fez concorrência e venceram as empresas que apresentaram menores preços associados com as melhores linhas de financiamento. O ministério conseguiu derrubar cerca de 50 recursos na Justiça para fechar todas as licitações. Paulo Renato explicou que a compra completa dos equipamentos já foi negociada com a área econômica. A liberação do dinheiro deverá sair por decreto presidencial e exigirá apreciação do Senado.
Fundo - O ministro da Educação anunciou que vai enviar ao Ministério Público e à Assembléia Legislativa do Ceará os resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar irregularidades no Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental e da Valorização do Magistério (Fundef). As denúncias de que dinheiro do fundo teria sido utilizado no Ceará até para compra de cuecas e contratação de cantor de forró expressam casos isolados, disse.


