Rio, 07 (AE) - O ministro de Política Fundiária Raul Jungmann assinou, hoje, no Rio, convênio de cooperação técnica com o governo estadual para, em parceria, fazer o assentamento de 720 famílias de sem-terra acampadas no Estado. A intenção é executar o projeto até o final do ano.
Segundo Jungmann, esse tipo de acordo possibilita a descentralição da ação da reforma agrária. "É um ato de fortalecimento da federação, da cidadania e, portanto, da democracia", disse. Acrescentando que com isto o governo federal não está se "livrando" da responsabilidade de fazer a reforma agrária. O governador Anthony Garotinho disse que aceitou participar do projeto porque vai de encontro com suas idéias sobre política pública. "A municipalização levará o País ao progresso". Pará - Durante o evento, o ministro negou a existência de uma situação de confronto em Marabá, no sul do Pará. "Isto está fora de cogitação", afirmou. "Este é um momento de negociação", garante. A sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na região está fechada, porque foi invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Cerca de dez mil famílias estão acampadas em frente ao instituto.
Para Jungmann, os conflitos no sul do Pará tornam-se mais difíceis pelo fato de que há outros fatores em jogo, além da questão dos sem-terra. "Há o garimpo, os madeireiros, falta de Justiça, de segurança e de pessoal de fronteira que vem de outras regiões", analisou.

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