Agência Estado
De Brasília
O Ministério da Educação (MEC) vai destinar R$ 14,4 milhões para a construção ou ampliação de centros de treinamento profissional em oito Estados. Os cursos abrangem diversas áreas e vão da pecuária à eletroeletrônica passando por hotelaria. Os convênios foram assinados ontem entre o ministro da Educação, Paulo Renato Souza, e representantes e políticos das cidades e Estados beneficiados. As escolas profissionalizantes ganham reforço financeiro do MEC, mas depois deverão arranjar um meio de sobreviver por conta própria ou com a ajuda dos governos locais, adverte o governo.
No Paraná, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os convênios foram firmados com os segmentos comunitários. Já no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Maranhão e Piauí, os projetos contemplados são de instituições de ensino federal. Paulo Renato anunciou que a meta de atingir cem instituições este ano será superada. Até dezembro, o MEC deverá atender a 115 escolas profissionalizantes. Desde a criação do programa, em meados de 1998 até hoje, o MEC já destinou R$ 172 milhões para os participantes do Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep).
Segundo Paulo Renato, o objetivo é diversificar e ampliar as ofertas, além de programar cursos cada vez mais voltados às peculiariedades locais do mercado de trabalho. No Maranhão, essa diretriz será seguida pelo Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet). Funcionando há dez anos, o centro decidiu substituir o antigo curso de metalurgia por um novo na área de materiais, que além de metalurgia inclui também cerâmica e polímeros, ambos em desenvolvimento no Estado. O Maranhão foi beneficiado com R$ 2,03 milhões, o maior volume dado a Estados contemplados.
O assessor da diretoria do Cefet do Maranhão, Domerval Moreno Filho, explicou que haverá também um curso de telemática para aproveitar o mercado aberto com a privatização das empresas de telecomunicações.

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