Contru conclui que falta de manutenção causou desabamento
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sábado, 08 de maio de 1999
Por Marcus Lopes e Adriana del Ré 
São Paulo, 08 (AE) - A falta de manutenção da estrutura do telhado do supermercado Pão de Açúcar provocou o desabamento, ontem (07), no Itaim-Bibi, em São Paulo. A conclusão é do diretor do Departamento de Controle e Uso de Imóveis (Contru) da Prefeitura de São Paulo, Carlos Alberto Venturelli. Amanhã (09, ele deve entregar relatório do Contru sobre o caso ao prefeito Celso Pitta (sem partido). "Se ela fosse feita, o acidente teria sido evitado."
Venturelli disse que a infiltração de água causou o rompimento das vigas do telhado, provocando o acidente, que deixou 14 feridos. "A infiltração nas paredes é visível", disse o diretor do Contru. "Além disso, vigas de peroba - madeira resistente - não apodrecem do dia para a noite."
O relatório também será encaminhado para o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea). Peritos do Instituto de Criminalística também foram ao local do acidente, na Rua Tabapuã, hoje. Foram coletadas amostras dos materiais do prédio para a elaboração do laudo técnico. O perito Edgard Engelberg evitou comentar as causas do desabamento. "As conclusões estarão no laudo", resumiu. O resultado deve sair em 30 dias.
O engenheiro Pedro Nascimento comandou a limpeza e levantamento de um tapume em frente da loja. Ele trabalha para a empresa Racional, que presta serviço para o Pão de Açúcar.
Cinco das vítimas do desabamento internadas deixaram o hospital. Edna Silva dos Santos, de 29 anos, Erzsebet Colia Paratinus, de 71, Alexandre Norberto Nascimento, de 27, e Edmilson Aparecido da Silva, de 18, foram liberados do Hospital das Clínicas (HC) ontem.
Fábio de Jesus do Carmo, de 19 anos, foi atendido no Hospital Santa Cecília com escoriações na mão direita e recebeu alta no mesmo dia. Ana Maria Leite, de 63 anos, foi transferida do Hospital Vergueiro para a Intermédica, a pedido do Pão de Açúcar, que possui convênio com a empresa.
Maria Elena Varela, de 72 anos, continua no Hospital Sírio-Libanês e não há previsão de alta, pois há suspeita de traumatismo craniano. Lucineide da Silva, de 33 anos, permanece em observação no Hospital São Paulo, com politraumatismo.


