Além da energia e disposição, uma alimentação balanceada garante um bom rendimento escolar às crianças. ''O carboidrato, por exemplo, é o combustível para o funcionamento cerebral, estimulando o raciocínio e a concentração. Já as proteínas favorecem o sistema imunológico, evitando que a criança fique gripada ou pegue uma virose, que é comum nas escolas. Quando a lancheira vai repleta de guloseimas, cheias de gorduras, a criança terá uma digestão lenta, o que provoca sono e, consequentemente, a falta de atenção à aula'', explica Katia Terumi, nutricionista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo.

Segundo a nutricionista Sara da Silva Simas, de São Paulo, controlar a quantidade dos alimentos é melhor do que introduzir itens do tipo light. ''A criança deve aprender a comer na quantidade certa. É melhor comer o pão com duas passadas de faca de requeijão normal do que o pão mergulhado no requeijão light'', diz.

Outra atitude saudável, segundo a nutricionista Fabiana Jarussi, supervisora da Clínica de Nutrição da Unopar, é envolver a criança na preparação dos lanches, o que vai ajudar na formação de hábitos alimentares e pode ser educativo. ''Isto pode incluir desde a compra dos alimentos no supermercado até a preparação dos lanches. Os pais devem evitar a monotonia, variando sempre o alimento e o tipo de preparação oferecida. Isto aumenta o apetite da criança e seu interesse pelos alimentos''.

Proibir o consumo de alguns alimentos, aponta Fabiana, não é a melhor atitude. ''A proibição estimulará ainda mais o interesse da criança. Alimentos pouco saudáveis, como refrigerantes, doces, chocolates, devem ser consumidos esporadicamente'', ensina. (C.P. com Agência Estado)

Serviço: Clínica de Nutrição da Unopar - (43) 3371-7775

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