Controle sobre leitos de CTI deve reduzir lotação
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sexta-feira, 08 de agosto de 1997
Edmara Michetti Londrina 
Cesar AugustoRepresentantes da saúde e do MP discutem saída para a crise das CTIsA solução para a superlotação dos Centros de Tratamento Intensivo (CTI) dos hospitais de Londrina está no controle dos pacientes vindos de outras regiões. A conclusão é de representantes da saúde de Londrina, do Estado e do Ministério Público que estiveram discutindo o problema, ontem, durante quase cinco horas, na 17ª Regional de Saúde. A reunião, em caráter emergencial, aconteceu depois de Londrina passar duas semanas sem nenhuma das 85 vagas dos CTIs disponível. Segundo dados dos hospitais, entre 20% e 25% das vagas são usadas por pacientes de outros municípios que não fazem parte da 17ª Regional.
A melhoria do trabalho da Central de Leitos foi a primeira decisão tomada na reunião. A reclamação é que hoje os hospitais demoram muito para informar a movimentação dos leitos à Central. Muitos pacientes também acabam não sendo registrados pelo serviço. A chefe da 17ª Regional de Saúde, Djamedes Maria Garrido, afirmou que, para agilizar a comunicação, as informações começarão a ser disponibilizadas pelo computador. Hoje, a comunicação é via telefone, com digitação posterior.
Cada caso comunicado à Central será analisado, assim como o motivo do encaminhamento para Londrina, com as informações sendo repassadas ao Ministério Público. Se houver omissão de socorro em outros municípios que estão encaminhando pacientes para cá, vou acionar o Ministério Público local para que tome providências lá, afirmou o promotor de Defesa dos Direitos e Garantias Constitucionais, Paulo Tavares. Djamedes disse, ainda, que a 17ª Regional vai comunicar as demais regionais para que só encaminhem pacientes através da Central de Leitos.
O controle da ocupação dos leitos de CTIs de Londrina por municípios de outra região não significa - garantem os representantes da saúde - fechar as portas para esses pacientes. Mas, segundo o promotor, se os outros municípios continuarem descumprindo seu papel será estudada uma forma de compensação financeira para que Londrina passe a receber pelos atendimentos feitos a esses pacientes. Como o pagamento pelo SUS é feito pela média de atendimento, Londrina não recebe pelos pacientes atendidos de outras regiões.


