BELO HORIZONTE - Especialistas consideram que um controle rigoroso pode reduzir de 30% a 60% as taxas de infecção hospitalar. Um serviço de vigilância que possa detectar o início dos surtos é fundamental. Evitaria, por exemplo, a fileira de mortes de doentes renais em Caruaru (PE), de bebês em Roraima e de idosos no Santa Genoveva (RJ).
A queda ou aumento dos índices depende de quatro ítens: a condição do doente, uma vigilância adequada, rotinas e procedimentos de acordo com normais internacionais, e a capacitação dos recursos humanos. No primeiro caso, a gravidade do paciente importa mais que a instituição. Doentes debilitados como os de câncer, os bebês de baixo peso, são os mais suscetíveis a contrair infecções no hospital.
Procedimentos invasivos, como grandes cirurgias e sondas, são a porta de entrada das bactérias. Por essa razão, serviços como UTIs e áreas de queimados, por exemplo, podem ter taxas acima de têm 70%. Já um berçário ou a ala de psiquiatria deve ter índice próximo do zero. Denise Garrett, que trabalha no Centro de Controle de Doenças de Atlanta (EUA), diz que os hospitais só recebem alvarás depois que uma fundação fiscaliza os controles de infecção hospitalar. Procedimentos básicos como lavar as mãos e verificar a contaminação dos medicamentos são fundamentais.
João Carlos Dias, que presidiu o congresso de Belo Horizonte, critica o uso excessivo de antibióticos. ‘‘Além de custar caro para a sociedade, os antibióticos em excesso são o caldo de cultura para bactérias cada vez mais resistentes’’, afirma.

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