Controle do inseto será tema de reunião
As formas de controle do inseto flebotomíneo geram polêmica e serão alvo de um encontro que a Secretaria de Estado da Saúde pretende organizar como parte do novo trabalho de combate a leishmaniose. Enquanto um grupo de estudiosos acredita que o flebotomíneo deve ser combatido com borrifação de veneno outro prevê o sacrifício de cães doentes.
Geralmente, numa casa onde há um paciente com leishmaniose há um cão também picado pelo inseto e que contraiu a doença. Para o animal não há tratamento. Em cavalos e porcos a leishmaniose não se desenvolve apesar do protozoário leishmânia estar no organismo. O chefe do Centro de Saúde Ambiental, médico Alceu Bisetto Júnior, adianta que o evento vai servir para chegar a um consenso sobre as formas de controle do inseto.
Para o médico veterinário Fábio Vale Bonardi, de Quatiguá (63 quilômetros ao sul de Jacarezinho) o assunto deve merecer maior atenção. Bonardi citou que mais de 80 cães foram sacrificados no início do ano em Araçatuba (SP). Proprietário de um canil, o veterinário disse que encomendou ontem da Ceasa de São Paulo, 45 mudas de citronela, planta parecida com a erva cidreira, cujo aroma serve de repelente a vários tipos de insetos, inclusive o flebotomíneo.
Bonardi contou que vai cultivar a citronela em torno do canil para evitar que os animais sejam picados. Atitudes imediatistas como em Araçatuva não resolveram o problema, porque é necessário a eliminação ou expulsão do flebotomíneo, ressaltou o médico veterinário. (M.M.)





