Em Londrina, cerca de 90 mil pessoas moram em áreas consideradas de risco social pela direção de Epidemiologia e Informações em Saúde. Cerca de 44 mil destes, são ribeirinhos de alguns dos 86 mananciais da cidade, e 10 mil estão mais ameaçados porque vivem às margens desses riachos. Locais em que não há estrutura de água e esgoto, e onde as pessoas convivem com as parasitoses.
Muitas localidades ostentam ''rankings'' tristes: no Conjunto Novo Amparo e no Novo Perobal a lombriga predomina; no João Turquino, Monte Cristo, Ideal, Paulista, Santa Joana e Irerê, a incidência maior é de amarelão. ''Onde tem casa próximo à ribeirões, é flagrante presenciar fossas drenando'', alerta Josemari de Arruda Campos, diretora de Epidemiologia e Informações em Saúde.
Desde 2001 é desenvolvido um projeto de diagnóstico das parasitoses na cidade. Equipes de controle de endemias percorrem os bairros para colher amostras para exames de fezes e examinam os ribeirões. ''Enquanto todos não tiverem acesso a saneamento básico, não é possível controlar as parasitoses'', diz a médica. (C.P.)

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