Controle de infecção hospitalar depende da ação de funcionários
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segunda-feira, 15 de maio de 2006
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Hospitais de Curitiba aproveitaram o Dia Nacional do Controle das Infecções em Serviços de Saúde, ontem, para realizar palestras e atividades de conscientização de pacientes e profissionais. Segundo o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar (NCIH) do hospital VITA Batel, cada infecção que se evita representa uma economia para o sistema de saúde de R$ 2 mil a R$ 15 mil.
Profissionais da área apontam que a cada ano milhares de pessoas morrem em decorrência de infecções em serviços de saúde no Brasil. Na semana passada, uma jovem do Rio Grande do Sul conseguiu na Justiça o direito de receber uma indenização milionária de um hospital, pois contraiu o vírus da Aids numa transfusão de sangue.
Entretanto, não há números exatos dos casos de infecção hospitalar no Brasil. No ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) lançou um sistema de notificação de ocorrências no sistema de saúde, justamente para diminuir a imprecisão de dados no setor. As primeiras informações ainda não foram divulgadas.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), há comissão de controle de infecção hospitalar (CCIH) em 406 dos 507 hospitais do Paraná, proporção superior à média do País. O sucesso no controle das infecções hospitalares está na adesão dos funcionários às práticas de prevenção, alegou a infectologista e coordenadora do NCIH do hospital VITA Curitiba, Carla Martins.
Os especialistas apontam que a ocorrência de infecções em serviços de saúde pode ser diminuída, mas não erradicada. Segundo Carla Martins, as infecções são divididas em duas categorias: as que podem ser prevenidas com medidas simples e as de difícil prevenção.
Na primeira categoria, estão principalmente as infecções relacionadas a processos invasivos, como cirurgias, curativos e traqueostomias. Estas infecções podem ser evitadas com práticas adequadas, explicou a infectologista. Entre as práticas adequadas, constam a esterilização de instrumentos, higiene no ambiente de internamento e outros cuidados.
Já as infecções de difícil prevenção são as decorrentes de fatores de risco, como defesas imunológicas baixas do paciente, explicou Carla Martins. Segundo a Associação Paranaense de Controle de Infecção Hospitalar, as infecções mais comuns são pneumonia, infecções cirúrgicas, vasculares e urinárias.


