Entre os diabéticos tipo 1, a insulinização é indispensável para controle da glicemia. Já nos pacientes que desenvolveram o tipo 2 da doença, o controle pode se dar com medicação oral e dieta alimentar. Para o pesquisador, a resistência de pacientes e médicos em relação à insulina seria uma das razões para a baixo controle glicêmico no Brasil. ''Não é exatamente falha de assistência. O controle da glicemia exige mudança de comportamento e boa aderência ao tratamento'', acrescentou.
No Brasil, estima-se que apenas 10% dos diabéticos tipo 2 usem insulina, enquanto em países europeus o índice chega a 40%. O avanço nas pesquisas com insulina inalável (hoje só existe na forma injetável) e terapias com células-tronco podem ajudar a mudar esse quadro, pondera Moreira Jr..
Outras pesquisas já comprovaram que a incidência das complicações no diabetes está diretamente relacionada ao controle inadequado dos níveis de glicose plasmática. Entre os pacientes pesquisados pela Fiocruz, os problemas de visão apareceram como principal complicação crônica, com 45,3%, seguidos de casos de neuropatia periférica, com 44,3%. Micro/macrovasculopatia (19,7%) e doença renal (16,4%) também foram relacionadas.(A.L.)

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