Controle abrange 300 itens
e motiva novos investidores
O selo de procedência foi liberado para 300 produtos que já eram acompanhados pela Vigilância Sanitária de Maringá, a maior parte alimentos transformados. Do leite pasteurizado pelo laticínio dos pequenos produtores, até alguns pratos da cozinha japonesa, todos têm aprovação de qualidade e chama a atenção de quem está de fora.
‘‘Estou motivado e pretendo investir na produção de derivados’’, revela Luiz Carlos Tezelin, que produz 380 litros de leite por dia. Ele diz que todo leite é entregue no laticínio e o lucro é muito baixo. ‘‘Não tenho idéia da diferença de preço, mas sei que é vantajoso transformar’’.
A garantia de qualidade proporcionada pelo selo é comemorada por Regiane Tarozo, que produz queijo e outros derivados de leite. A propriedade da família produz em média 150 litros por dia e tudo é transformado. ‘‘A renda é bem maior’’, garante Regiane, sem revelar o faturamento. Ela diz que até agora toda a produção vai para clientes cativos ou é comercializado na Feira do Produtor. ‘‘O selo tem tudo para dar certo e vamos aumentar nossa capacidade para entrar nos supermercados’’.
A mais animada com o selo é a aposentada Kimie Kataoka, que há 17 anos produz 25 pratos da cozinha japonesa. Ela trabalha com uma irmã, uma sobrinha e a mãe de 77 anos em casa e vende tudo na Feira do Produtor. ‘‘Acho que o selo vai melhorar a imagem do nosso produto’’.
Ela diz que, desde quando a Vigilância Sanitária passou a cadastrar os produtores, garantindo a higiene, algumas empresas abriram as portas. ‘‘Mas eles querem a mercadoria em consignação, o que não compensa porque na feira eu sei que vendo quase tudo’’, diz.
Quando sobra alguma coisa, ela troca por legumes e verduras com os feirantes. Para Kimie, o selo pode atrair mais compradores para a feira ou para outros locais onde o produto é exposto. ‘‘Já levaram meus pratos para vários eventos e o pessoal gosta muito’’. Ela não revela a quantidade de pratos que vende na feira, mas conta que pelo menos 70% dos clientes são brasileiros. ‘‘Os descendentes sabem fazer quase todos os pratos’’.
Segundo Maristela Galvão, a matéria-prima utilizada pelos produtores cadastrados no selo também tem garantia de origem. ‘‘A maioria do material vem da propriedade de quem está cadastrado’’, explica. A secretaria vai incentivar os produtores a adotarem o código de barras, uma exigência básica do mercado atual. (M.Z.)

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