Londrina - Entidades filantrópicas de Londrina que atendem deficientes esperavam fechar um contrato com a administração pública para tratamento terapêutico ontem, mas o secretário municipal de Saúde, Edson Antônio de Souza, informou que será necessário realizar um chamamento público antes da assinatura. Representantes de sete entidades (Centro Ocupacional de Londrina, Associação Flávia Cristina, Ilece, Apae, APS Down, Ilitc e Espaço Escuta) foram ao plenário da Câmara de Vereadores buscar apoio dos vereadores para que a situação seja regularizada até o final do mês.
A relações públicas da APS Down, Elena Veroneze, alegou que as entidades buscam fechar contrato com a administração desde 2006. ''Esse contrato específico estamos esperando desde 2010. Tinham prometido que o contrato sairia hoje (ontem) e agora mudaram a data para 25 ou 29 deste mês. Ficamos preocupados. Hoje (ontem) falaram que vai precisar de um chamamento público, então para nós foi uma surpresa. Precisamos dessa segurança'', explicou.
Segundo Elena, atualmente a administração repassa verbas para tratamento terapêutico - fisioterapia, fonoaudiologia, psicologia, pedagogia especializada, terapia ocupacional e assistência social - somente após emissão de notas fiscais de cada serviço. ''Por isso não existe uma segurança. Pode ser que amanhã o prefeito resolva que não querer mais, e como temos toda uma estrutura vamos ficar em situação complicada.''
As sete entidades assumiram o serviço que anteriormente era feito por centros de saúde. ''Passaram esse serviço para a gente, mas precisamos dessa segurança'', finalizou Elena.
As entidades atendem cerca de 3 mil pessoas e recebem cerca de R$ 243 mil mensais de verbas do Sistema Único de Saúde. Souza alegou que o chamamento público será feito por recomendação da procuradoria jurídica da prefeitura. Segundo ele, até o final do mês o processo deve estar finalizado.

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