Contrato do Pólo Gás-Químico não será alterado
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quarta-feira, 08 de dezembro de 1999
por Viviane Mottin 
São Paulo, 8 (AE) - O Pólo Gás-Químico do Rio, que sai do papel no próximo ano, para produzir 540 mil t/ano de polietilenos a partir do início de 2003, não terá alterações no contrato de fornecimento de gás. A informação foi dada pelo diretor do Grupo Suzano - uma das empresas sócias no empreendimento -, Armando Guedes Coelho. "Há dois anos a Petrobras acordou as bases de fornecimento da matéria-prima, e agora o acordo foi transformado em contrato de fornecimento. Não haverá alteração básica no que foi combinado", disse ele.
Em 17 de janeiro esse contrato será anunciado junto com o acordo de acionistas e o nome da empresa que implantará o pólo. O contrato diz respeito ao fornecimento de gás pela Petrobras durante 15 anos, com descontos de 5% a 10% no produto, que sairá da Bacia de Campos (RJ) até o pólo. Segundo o setor petroquímico essa cláusula privilegia o pólo do Rio. Em rentabilidade sim, mas não em competitividade, pois os tranformadores de plásticos acreditam que o preço das resinas termoplásticas serão iguais, independente do insumo petroquímico ser gás ou nafta. O preço do gás e sua regulamentação não foram definidos pela Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). As duas estatais não se pronunciam sobre a equalização de preços dos dois insumos (gás e nafta) - saída para que todos os cinco pólos, em 2003 ou 2004, operem em condições de igualdade.


