Londrina – A Diretoria de Operações da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) encaminhou ontem para o departamento jurídico do órgão documentação que pode gerar rescisão contratual com a Cooperativa dos Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve). A entidade deixou de responder notificação oficial sobre possíveis falhas administrativas.
A CMTU apura denúncia de pagamento irregular aos catadores – cooperados estariam recebendo menos que o detalhado no holerite. "Existe uma dificuldade de entendimento do sistema de rateio (de dinheiro) adotado. Outro fator agravante é que dissidentes não estão contentes com a prestação de contas interna", revelou o diretor da CMTU, Gilmar Domingues.
O município mantém um contrato de R$ 202 mil por mês com a Coocepeve, válido por um semestre, pela coleta seletiva em 55 mil domicílios.
A presidente da cooperativa Sandra Araújo admitiu erro na apresentação da defesa prévia. "Espero que eles abram novo prazo, garanto entregar segunda-feira resposta da notificação", disse. Ela defendeu a entidade. "Causa estranheza essa situação. Eles (CMTU) receberam denúncias de sete cooperados. Esse mesmo grupo criou muitos problemas internos, houve até abaixo-assinado de 42 catadores pedindo o afastamento deles da coordenação dos trabalhos", observou.(D.M.)

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