Curitiba - Duas empresas apontadas pela Petrobras como responsáveis pela contratação de pescadores para auxiliar na recuperação da Baía de Paranaguá, no litoral paranaense, estão sendo questionadas pelo governo do Paraná. Essa semana, foi encaminhado um documento para o Ministério Público (MP) estadual mostrando que cada pessoa contratada estaria recebendo R$ 30 por dia para fazer a limpeza do local afetado pela explosão do navio chileno VicuÀa há exatamente um mês. Entretanto, as empresas recebem R$ 180 por funcionário contratado. A Defesa Civil do Paraná já detectou o problema e exigiu que sejam repassados os detalhes dos gastos realizados com os recursos que deveriam ser pagos aos funcionários. Uma das alegações da empresa tem relação com os encargos trabalhistas.
''Estão desaparecendo R$ 150 por dia dos pescadores desamparados por causa do acidente que impediu a pesca na Baía de Paranaguá. Esse é um caso de polícia. Picaretas estão se aproveitando de um desastre para usar e abusar dos trabalhadores parnanguaras'', afirmou o governador Roberto Requião, durante a reunião semanal do secretariado. Até agora, 593 pessoas foram contratadas por essas empresas e outras 900 estão esperando para serem contratadas nos próximos dias. Ao todo, cerca de R$ 13 milhões poderão ser desviados, segundo Requião, se nada for feito. ''É um verdadeiro escândalo. O Paraná não é responsável por essa fiscalização, nem tem o que fazer para coibir. Se tivesse, agiria imediatamente. Como a responsabilidade é do MP, passamos toda a documentação para a instituição competente'', ponderou.
O superintendente do Porto de Paranaguá, Eduardo Requião, denunciou ontem que além dos valores pagos irregularmente, os pescadores estariam sendo deixados de lado para que outras pessoas fossem contratadas. Tudo, segundo ele, com indicações políticas.

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