O sócio da Botica Ao Veado D’Ouro, Daniel Derkatscheff Vera, afirma que só ficou sabendo da produção dos placebos em junho deste ano, por causa de um novo alerta dos funcionários. Porém Derkatscheff determinou a destruição de todos os indícios de que a empresa produziu os placebos.
Cerca de 100 mil comprimidos, que não foram retirados por Élcio, e a única nota fiscal emitida para a venda dos remédios foram destruídos. A ferramenta usada para prensar o placebo também foi apreendida, por determinação de Derkatscheff. Segundo ele, as medidas foram tomadas para evitar mau uso do material.
Segundo o farmacêutico Henrique Andrade, Derkatscheff também teria determinado a alteração do livro de registro de produção do laboratório para ocultar a fabricação dos placebos, mas o sócio nega ter dado essa ordem. Porém a secretária do farmacêutico, Elisabete Joia, também afirmou que o ele mandou alterar o livro de registro.
Os dois sócios, Derkatscheff e Edgar Helbig, afirmam que só ligaram o placebo que a empresa produzia ao Androcur falso há quatro meses, por causa da ampla divulgação do assunto pela imprensa. Edgar afirmou que não tomou providências porque o sócio Derkatscheff havia tomado as rédeas do caso. Derkatscheff afirma não ter procurado a polícia por ter tomado as primeiras medidas necessárias.

mockup