Contrabandistas de peles matam índio no Acre
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 30 de junho de 1998
Agência Estado 
Contrabandistas de peles de animais silvestres do Peru, que atuam no território do Acre, estão matando indígenas nos seringais. Severino Kampa, de 58 anos, da etnia que leva seu sobrenome, foi morto no sábado, enquanto construía um barco no igarapé Jaminuauwá, na aldeia Alto Bonito, em Feijó, a 366 quilômetros de Rio Branco. O índio foi morto com tiros de uma arma semi-automática. Os matadores do índio estariam em grupo, segundo uma de suas filhas.
A denúncia é da Organização dos Povos Indígenas do Rio Envira (Opire). A morte de Severino Kampa foi revelada ontem pela União das Nações Indígenas do Acre e Sul do Amazonas (UNI) ao administrador da Fundação Nacional do Índio (Funai) no estado, Sebastião Figueiredo. A Polícia Federal já foi acionada para apurar a morte do índio.
Os contrabandistas peruanos atuam na região desde o ano passado. Equipes da Funai e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) constataram a presença deles em outras áreas indígenas.


