Ativistas e defensores dos animais organizaram, ontem, uma manifestação que mobilizou cerca de 50 cidades brasileiras e países como Austrália, Portugal, Califórnia e Argentina. O grupo foi às ruas denunciar a utilização de animais vivos com propóstios experimentais (vivissecção) e, assim, abrir discussões sobre métodos alternativos existentes que vão contra o ato de exploração e tortura.
Com o lema ''Indignação e Informação'', o ''Manifesto Antivivissecção e Experimentação Animal'' está na segunda edição, mas em Londrina o evento aconteceu pela primeira vez. ''Queremos conscientizar a população de que ela tem um papel importante para mudar essa realidade'', diz Carolina Verissimo, coordenadora da manifestação em Londrina.
Munidos de folhetos, voluntários também alertaram aqueles que passaram ontem pela manhã no Calçadão sobre os fraudulentos testes científicos. Segundo Carolina, cerca de 90% dos medicamentos que passam nos testes em animais falham imediatamente quando testados em humanos.
''Nós temos o dever de proteger os animais. Se o ser humano não gosta de ser maltratado, ele deve pensar que os bichinhos também não'', defende a dona de casa Lenice da Silva, que passeava na companhia das cadelas ''Cherry'' e ''Catita''.
''A vivissecção é uma barbárie e por isso é importante apoiar essa ação'', afirma Milton Pavan, presidente da SOS Vida Animal, ONG parceira do movimento idealizado pelo grupo Cadeia para quem Maltrata os Animais e pela World Event to end Animal Crueltu (WEEAC). De acordo com Pavan, a entidade recebe mensalmente cerca de 300 denúncias de maus-tratos aos animais em Londrina e região. ''Maltratar vai além de espancar. É também deixar de cumprir com os deveres da posse responsável'', ressalta.
Serviço: Denúncias de maus-tratos podem ser feitas através do 153, da Guarda Municipal

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